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Mensagem  wodouvhaox o Qua Fev 18, 2009 3:44 pm

O delArismo é uma Psicodélica Cópula Tântrica entre o Larismo de reverendo wodouvhaox e o Delírio Coletivo de Reverenda Fada Verde.

Enquanto o Larismo abastece a necessidade ontológica de Introversão Meditativa, o Delírio Coletivo alimenta o outro lado do espelho de Alice, e também de sAlixe, a Extroversão Psicodélica

É também conhecido como DeLariantismo. e um dos motes principais, utilizado quando há uma grande Aflição Espiritual, é: "Cale a boca! a não ser que você queira dizer algo engraçado e/ou divertido".

Alguns textos sagrados:


Delírio Coletivo

por Fada Verde

Ao longo da história, a maioria dos movimentos literários e artísticos contradiziam o movimento anterior. O Renascimento foi contra tudo o que a Era Medieval disse, o Realismo negava os fundamentos do Romantismo e assim por diante.
Já o movimento Nonsense resolveu que não gostaria de contradizer o movimento anterior, no caso, o Modernismo e a Pop Art, o Nonsense quis negar absolutamente tudo e/ou não negar absolutamente nada.
Sob a máxima "Pra que fazer sentido!?", esse movimento cria uma contradição de tudo e dele mesmo, com raízes em todos os estilos literários e tendo por característica a abolição da linguagem figurada, nada mais era figurativo, tudo era real, e o que era real não existia, ou existia, ou o que quer que o leitor prefira.

O que aconteceu foi que no fim do século XX e começo do século XXI, com o fim da Guerra Fria, a ascensão dos EUA como maior força política e econômica do mundo, detendo um poder quase imperialista e com a estagnação de todo e qualquer movimento revolucionário, o mundo conheceu um período de conformismo em que qualquer coisa era uma revolução. Andar fantasiado, por exemplo, ou simplesmente usar um nariz de palhaço pela rua, já causava um grande choque por quebrar a monotonia cotidiana. O movimento DC, autor da obra Sofia, foi um dos primeiro a notar isso e adotar a idéia do Nonsense.

Da idéia para a prática foi um pulo. Embora no começo, apenas algumas pessoas tivessem adotado essa "revolução", assim como em qualquer outra já ocorrida, o clima e as idéias sem sentido foram tomando proporções mundiais e o mundo conheceu uma época maravilhosa, onde a espontaneidade e a imaginação tomaram conta de todos e tudo passou a ser fantástico e irreal. Chegou até a haver um certa desaceleração nas pesquisas cientificas, afinal não importava mais provar que pode-se dividir uma célula infinitamente.

Antes desse movimento, as pessoas buscavam uma explicação científica para tudo, mas depois ninguém mais queria a explicação lógica e inteligente. Todos perceberam que a fantasia era bem melhor, que cada um poderia formular sua própria teoria para qualquer coisa, todas as lendas sobre os "porquês" voltaram à tona e todos os povos buscavam as raízes de suas culturas para saber algo, quando não encontravam, criavam uma nova cultura.
Em meados da década de 10 do século XXI, o mundo já não fazia sentido algum. Viam-se pessoas fantasiadas, nas ruas, nos supermercados e até nos escritórios você encontrava pessoas vestidas de Pantera Cor-de-Rosa ou Smurffle.
As casas tinham pinturas psicodélicas e, às vezes, achavam-se florzinhas desenhadas no meio da rua.
Com a população nesse incrível estado de espírito, era natural que as artes também seguissem esse caminho.

Leis Absolutas do Delírio Coletivo

1ª Lei Absoluta
PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.

2ª Lei Não Absoluta
Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.

3ª Lei Absoluta
Usar LSD.

4ª Lei Absoluta
Enlouquecer a Política.

5ª Lei Absoluta
Nenhum tipo de censura.
Mandar as preposições e a gramática pro inferno!

6ª Lei Absoluta
O que fazer em casos de incêndio?
Deixe queimar!

7ª Lei Absoluta
Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo

8ª Lei Absoluta
DELIRAR.

9ª Lei Absoluta
Assassinar a monotonia causada pela razão.


Loucura Lúcida

por Fada Verde

Não conseguir fugir da realidade significa um excesso de lucidez ou extrema loucura?

A resposta confirmaria minha tese poética-lunática, de que não só o excesso de lucidez leva a loucura como o excesso de loucura leva a lucidez.

Se minha realidade é na verdade uma ilusão, quando tento fugir dela, tento alcançar a realidade? Ou migro de ilusões em ilusões? Se as realidades são múltiplas a tentativa de alcançar a realidade única em que todos se enquadram seria uma farsa. Talvez todos vivam em suas respectivas ilusões, que criamos e recriamos. Se pertence a cada sujeito que a resolva viver, a realidade sim que é uma ilusão, a ilusão da ilusão. A ilusão é uma realidade. A realidade está fora ou dentro? do exterior ou do interior? O que faz pensar quantas realidades seriam possíveis. Infinitas. Nos casos que unem mais indivíduos, podemos denominar precisamente como o fenômeno do Delírio Coletivo.

Se produzimos a realidade ilusória, o que é loucura? Como são diversas as loucuras, digo, ilusões, realidades. A metafísica disso tudo é expressa pela loucura de Deus, o tal dançarino do qual falava Nietzsche, que nos criou a sua imagem e semelhança, como deuses de nossas próprias loucuras. Fato é que nelas podemos fazer o que quisermos dentro dos limites da loucura de Deus.

Dizem por ai, que o sóbrio é aquele que sabe distinguir a realidade da fantasia, mas o que dizer se somos máquinas de produzir fantasias? Certamente jamais será possível olhar um homem despido de seu imaginário. Ilusões sobrepostas numa translucidez aguda. Perceber que está iludido não significa que nos livramos da ilusão se ela é real. As ilusões/realidades se desdobram uma fora da outra. Se trancafiamos alguns de nós dentro das salas estofadas, é porque os condenamos pelo abuso da criatividade.

O excesso de lucidez, faz perceber a ilusão real, que se exacerbada leva a loucura originária. A loucura alucinatória se levada a extremos nos leva a realidade ilusória, que é a realidade possível.

“É grave doutor?!?”


Larismo

por woouvhaox

Nós
somos uma tribo
de eremitas, solitários,
introvertidos, monges,
mudos, lacônicos,
e maníacos afins
que estão intrigados
com
Lara
DEUSA DO SILÊNCIO
e com
Seus
Afazeres

O Que Nós Sabemos Sobre LARA (não muito):

"Larunda (ou Larunde, Laranda, Lara) era uma Náiade ou ninfa, filha do rio Almo na Mitologia Romana. Ela era famosa tanto pela sua beleza como pela sua loquacidade - uma característica que os seus pais tentaram refrear. Ela era incapaz de guardar segredos, e assim revelou à esposa de Júpiter, Juno, o seu caso com Juturna (ninfa companheira de Larunda, e esposa de Janus). Por atraiçoar a sua confiança, Júpiter cortou a língua de Lara e ordenou a Mercúrio, o mensageiro, que a conduzisse a Averno, a entrada do Mundo Infernal e reino de Plutão. Mercúrio, no entanto, apaixonou-se por Larunda e fez amor com ela no caminho. Lara então tornou-se a mãe de duas crianças, conhecidas como Lares, deuses invisíveis guardiões dos lares. Contudo, ela teve que permanecer escondida numa casa nos bosques para que Júpiter não a encontrasse." wikipedia

"O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz."
(Aristóteles)

"O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute."
(Sabedoria oriental)

"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete."
(Aristóteles)

"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo porque tem que dizer alguma coisa."
(Platão)

"O Sábio cala ... a verdade por si fala"
(Ponto de Equilíbrio)

"As palavras não representam a coisa em si. Elas inicialmente eram metáforas para tentar comunicar ou indicar algo. Com a evolução da linguagem e sua crescente complexidade, foram criadas metáforas sobre metáforas, ficando cada vez mais abstratas até o ponto em que sua origem, a expressão da coisa em si, se perdeu completamente. Digamos que palavras são como o NX Zero, a cópia da cópia de recópia da tricópia." Timóteo Pinto

Mais sobre Menos:

Manifesto Clarifesto - Menos é Mais

trilha sonora

mais sobre lara

e é só. mú


delArismo sexy - a União

“ Por fim amamos o desejo, e não o desejado.” - Nietzsche

faz todo o sentido

então sejamos sinceros, mergulhemos no delírio, na ficção desse desejo. se por algum acaso algo real não fictício aparecer - mas de natureza delirante fictícia, logo real - tanto melhor.

paradoxos não são sexy, baby?


MultiCabala delArismo Psy

pluri-comunidade dividida entre estados (alterados da consciência) para facilitar o Amor Louco entre seus membros & membras:

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=15557479

->:-:=:+<-


Última edição por wodouvhaox dia Ter Set 15, 2009 4:57 pm, editado 5 vezes

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Re: ::: delArismo :::

Mensagem  salix o Sab Jun 27, 2009 3:49 pm

Eu tenho uma coisa a acrescentar. Tenho um dicionário muito velho, furtado à biblioteca do CMS nos idos de 97 ou 98, de mitologia greco-latina, por Tassilo Orpheu Spalding e publicado pela Itatiaia. Depois que eu o tomei para mim ele ficou muito muito muito mais velho acabadiço porque eu o folheio frequentemente.

A definição que ele tem pra Lara é muito semelhante à que wodouvhaoxinho coloca, mas a de Lares, e a de Larunda também, difere um pouco.

primeiro Larunda - Divindade que presidia à ceifa. Alguns a fazem mãe dos Lares.

LARES - Deuses domésticos, guardas e protetores de cada casa e de cada família. Originariamente havia somente dois, os filhos da Ninfa Lara e de Mercúrio. Mas com o decorrer do tempo seu número cresceu extraordinariamente, e cada casa tinha seus Lares particulares. Representavam-nos sob a figura de pequenos bonecos de prata, marfim, madeira ou outro qualquer material. A gente do povo colocava estas figurinhas nos vestíbulos; as famílias de posse e de prestígio expunham-nos num oratório chamado Larário. Além dos Lares das casas residenciais, que se chamavam familiares, havia os Lares da cidade (urbani), os das encruzilhadas (compitales - ou, na Bahia, Exus mesmo), os dos caminhos (viales), os dos campos (rurales); aqueles que tinham a seu cargo afastar o inimigo chamavam-se hostiles; aqueles que socorriam nas conjunturas difíceis tinham o nome de praestites; e aqueles aos quais os navios estavam confiados eram conhecidos pela denominação de marini. Os doze grandes deuses e Harpócrate, o deus do silêncio, faziam parte do número dos Lares (cyclops). Tinham, em Roma, um templo no campo de Marte. A vítima que se oferecia aos Lares, quando se tratava de um sacrifício público, era um porco; nos sacrifícios particulares, porém, não se ofereciam vítimas sangrentas; leite, frutos, flores, incenso e um pouco de tudo que se servia nas mesas formavam as oferendas habituais aos deuses Lares. Chamava-se Lar familiaris o primeiro avoengo, o tronco inicial da família, o seu fundador; tornava-se este um deus protetor. De forma geral, Lares eram as almas dos defuntos que, se lhes prestassem as homenagens e os cultos prescritos, presidiam ao bem estar geral da família a que tinham pertencido quando vivos. Frequentemente confundem os Penates com os Lares. Cada habitação familiar tinha um Lare e dois Penates. O Lare que, conforme a expressão de Ênio, "cuida de tudo que diz respeito à casa", formava, com os Penates, uma trilogia subordinada a Vesta. Alguns autores acreditam que o Lare, na sua origem era um espírito infernal (conforme seu parentesco com a Larva, "fantasma" ou "espectro") que perseguia os vivos; com o decorrer do tempo, transformaram-no em divindade tutelar.

Agora vamos ao que ele entende por deus do silêncio:

HARPÓCRATE - Deus do silêncio. É de origem egípcia, filho de Ísis e de Osíris (Shocked). Alguns o confundem com Hórus. Na Grécia e em Roma sua estátua era colocada à entrada dos templos, como significando que os deuses devem ser adorados com o silêncio e em silêncio. Nos sinetes antigos, sempre havia uma efígie de Harpócrate, o que valia dizer que se deve guardar o segredo das cartas. Era figurado sob os traços de um jovem nu ou vestido de um manto flutuante, com a mitra na cabeça; às vezes, em lugar da mitra punham um cesto. Nas mãos tinha tanto a cornucópia quanto uma flor de loto ou um carcaz. O símbolo que sobretudo o distingue é o dedo sobre os lábios. Ao seu lado, não raro, encontra-se a coruja. Afirma Plutarco que o pessegueiro lhe era consagrado por duas razões: a folha do pessegueiro tem a forma de uma língua e o seu fruto, a do coração; a língua e o coração devem sempre estar de acordo.

Que sexy. Eu te pego, Joice. Ops, as pessoas que não são da Bahia nem andam por Salvador não entenderão. O que eu quero dizer é: eu te pego, Harpócrate.
Esse texto comprido e meio confuso a respeito dos Lares me chamou atenção pela história dos olimpianos; porque os doze grandes deuses devem ser os do Olimpo, aí inclusos papai e titia malvada que mandou cortar a língua de mamãe!
Haja habilidade para fazer das coisas um caruru absoluto, e transformar um par de irmãos numa legião infindável de deidades, com elementos de loop temporal dignos de lost.

zöl

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Re: ::: delArismo :::

Mensagem  wodouvhaox o Sex Ago 14, 2009 11:24 am

Imagem Sagrada do DelArismo. contemplem e meditem:


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Re: ::: delArismo :::

Mensagem  wodouvhaox o Ter Set 15, 2009 11:39 am

Frase canonizada pelo Sacerdote Wodouvhaox da Igreja Delariantista do 23º Dia:

"Quem procura pêlo em ovo acha que tudo é um saco." Edson Aran

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Re: ::: delArismo :::

Mensagem  wodouvhaox o Dom Out 04, 2009 1:46 pm

Salvador Dalí, santo de primeira classe do Delarismo:

"um dia terá que ser admitido oficialmente que o que batizamos de realidade é uma ilusão até maior do que o mundo dos sonhos"

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