Amor, esse incompreendido

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Amor, esse incompreendido

Post  wodouvhaox on Tue Dec 22, 2009 8:43 am

Amor


Modelos científicos

As Ciências Biológicas tem modelos de amor que o descrevem como um instinto de mamíferos, tal como fome ou sede. Na psicologia vê-se o amor como mais de um fenômeno: social e cultural. Há provavelmente elementos de verdade em ambas as posições - o amor é certamente influenciado por hormônios (tais como oxitocina), neurotransmissores (como NGF), e Feromônios, bem como a forma de pensar das pessoas, o que faz com que estas se comportem com relação ao amor de maneira influenciada por suas concepções do que é o amor.


A visão convencional da biologia é que existem duas grandes vertentes no amor - atração sexual e penhora. Isto faria com que este comportamento entre adultos de uma determinada espécie se empenhassem na criação dos seus descendentes da mesma maneira com a qual a trabalhar com os mesmos princípios que levam uma criança a tornar-se ligado a sua mãe. O ponto de vista tradicional da psicologia vê o amor como sendo uma combinação de compromisso amoroso e amor apaixonado. Amor apaixonado é intenso, é desejo, e é muitas vezes acompanhada por excitação fisiológica (falta de ar, rápidas do ritmo cardíaco). Compromisso amoroso é afeto e uma sensação de intimidade não acompanhados de excitação fisiológica.


A Teoria Triangular do Amor

de Sternberg

Na Teoria Triangular do Amor, o amor é caracterizado por três elementos: intimidade, paixão e compromisso. Cada um destes elementos pode estar presente em um relacionamento, produzindo as seguintes combinações:

Conexão ou amizade (intimidade)

'Infatuation' ou 'limerence' (paixão)

'Empenho amoroso' (empenho)



Amor romântico (intimidade + paixão)

'Compromisso amoroso' (intimidade + empenho)

'Amor Fático' (paixão + empenho)

'Amor Consumado' (intimidade + paixão + empenho)


Estilos de Amor

Susan Hendrick e Clyde Hendrick desenvolveram uma Escala de Atitudes Amorosas baseados na teoria de Alan John Lee, teoria chamada "Estilos de amor". Lee identificou seis tipos básicos em sua teoria. Nestes tipos as pessoas usam em suas relações interpessoais:

Eros - um amor apaixonado fundamentado e baseado na aparência física;

Psiquê - baseado na mente e nos sentimentos eternos;

Ludus - o amor que é jogado como um jogo; amor brincalhão

Storge - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base em similaridade;

Pragma - amor que visualiza apenas o momento e a necessidade temporária, do agora;

Mania - amor altamente emocional; instável; o estereótipo de amor romântico;

Agape - amor altruísta; espiritual


Hendrick e Hendrick encontraram em sua pesquisa os seguintes dados. Os homens tendem a ser mais lúdicos e maníacos, enquanto as mulheres tendem a ser estéricas e pragmáticas. Relacionamentos baseados em amor de estilos semelhantes tendem a durar mais tempo. Em 2007, pesquisadores da Universidade de Pavia liderados pelo Dr. Enzo Emanuele forneceram provas da existência de uma base genética para variações individuais em verificada na Teoria dos Estilos amorosos de Lee. O Eros relaciona-se com a dopamina no sistema nervoso; e Mania à serotonina no sistema nervoso.


Amor, paixão, e loucura

Estudos têm demonstrado que o escaneamento dos cérebros dos indivíduos apaixonados exibe uma semelhança com as pessoas portadoras de uma doença mental. O amor cria uma atividade na mesma área do cérebro que a fome, a sede, e drogas pesadas, criando atividade Polimerase. Novos amores, portanto, poderiam ser mais emocionais do que físicos. Ao longo do tempo, essa reação ao amor muda, e diferentes áreas do cérebro são ativadas, principalmente naqueles amores que envolvem compromissos de longo prazo. Dr. Andrew Newberg, um neurocientista, sugere que esta reação de modificação do amor é tão semelhante ao do vício às drogas, porque sem amor, a humanidade morreria.


Amor nas diferentes culturas


China

Comtemporaneamente em chinês (idioma e cultura), vários termos ou palavras raiz são utilizados para o conceito de "amor":



Ai (爱) é usado como um verbo (por exemplo,Wo ai ni, "eu te amo"), ou como um substantivo, especialmente em aiqing(爱情), "amor" ou "Romance".

Na China desde 1949, airen(爱人, originalmente "amante", ou mais literalmente, "amor entre pessoas") é a principal palavra de "cônjuge" (com dois significados para "Mulher" e "marido", originalmente sendo enfatizado), a palavra tinha uma conotação negativa, uma vez que se mantém entre muitos sobre Taiwan.

Lian(恋) não é geralmente utilizado isoladamente, mas sim como parte de termos como "estar no amor" (谈恋爱, tan lian'ai- também contém 'ai ), "Amante" (恋人, lianren) ou "homossexualidade" (同性恋, tongxinglian).

Qing (情), comumente significando "sentimento" ou "emoção", muitas vezes indica "amor" em vários termos. É contidas na palavra aiqing(爱情); qingren(情人) é um termo para "amante".


No Confucionismo, lian é um virtuoso benevolente amor. Lian deve ser perseguido por todos os seres humanos, e reflete uma vida moral. O filósofo chinês Mozi desenvolveu o conceito deai(爱), em reação ao confucionismo lian. "Ai", em Mohism, é amor universal para com todos os seres, não apenas para amigos e familiares, sem que haja reciprocidade. Embora Mozi no pensamento era influente, o confucionismo lian é como a maioria dos chineses concebe amor.

Gănqíng(感情), a sensação de um relacionamento. Uma pessoa irá expressar amor por construir boas gănqíng, realizadas através de ajuda ou trabalho para outro. Afetividade em direção a uma outra pessoa ou de qualquer coisa.

Yuanfen(缘份) é uma conexão de vinculados destinos. Uma significativa relação é frequentemente concebida como dependente de forte yuanfen. Uma semelhante conceptualização em é: "Elas foram feitas para si", "sorte", ou "destino".

Zaolian( Simplificado:早恋, Traditional:早恋, pinyin:zǎoliàn). É um termo em uso freqüente de sentimentos românticos ou ligações entre as crianças ou adolescentes. Zaolian descreve tanto as relações entre um adolescente namorado e namorada, bem como o início da infância. O conceito essencial indica uma crença prevalente na cultura contemporânea chinesa que, devido às exigências de seus estudos (especialmente verdadeiro para o sistema educacional altamente competitivo da China), a juventude não deve formar vínculos românticos para não comprometer suas chances de sucesso no futuro. Relatórios tem aparecido em jornais e outros meios detalhando a prevalência do fenômeno e perigos para os estudantes e os receios dos pais.


Japão

No Budismo japonês, ai(爱) é cuidar do amor apaixonado, e um desejo fundamental. Ele pode evoluir para qualquer egoísmo ou abnegação.

Amae(甘え), uma palavra japonesa que significa "indulgente dependência". Mães japonesas esperam abraços e indulgências dos seus filhos, e as crianças são esperadas para premiar as mães. Alguns sociólogos têm sugerido que no Japão as interações sociais na vida são modeladas sobre o sentimento mãe-criança.



Grécia antiga

Socrates e Alcibiades

Visão Vitoriana do equilíbrio da afeição e a contenção entre os mais famosos eromenos e erastes.

Lawrence Alma-Tadema, Phidias Showing the Frieze of the Parthenon to his Friends (1868)


A linguagem grega distingue diversos sentidos em que a palavra amor é usada. Por exemplo, no grego antigo há as expressões philia, eros, agape, storge e adidasam. No entanto, com o grego como acontece com muitas outras línguas, tem sido historicamente difícil separar os significados das palavras totalmente. Ao mesmo tempo, o grego antigo em textos da Bíblia tem exemplos do verbo agape sendo utilizado com o mesmo significado que philia.


Agape(((polytonic | ἀγάπη))agápē), Em grego moderno, o termo 'agapo' significa "eu te amo". Geralmente, refere-se a um puro, ideal tipo de amor ao invés de a atração física sugerida pelo eros. No entanto, existem alguns exemplos de agape usado para significar o mesmo que eros. Ele também foi traduzido como "o amor da alma".

Eros(((polytonic | ἔρως))érōs) é amor apaixonado, com o desejo sensual. Embora eros seja inicialmente sentido por uma outra pessoa, com a contemplação torna-se uma apreciação da beleza dentro dessa pessoa, ou mesmo se torne apreciação da beleza própria. Eros ajuda a alma a recordar o conhecimento de beleza, e contribui para uma compreensão da verdade espiritual. Amantes e filósofos são todos inspirados a procurar pela verdade no eros. Algumas traduções o descrevem como "o amor do corpo".

Philia(((polytonic | φιλία))philía), um virtuoso desapaixonado amor. Era um Conceito desenvolvido por Aristóteles. Inclui lealdade para com seus amigos, familiares e comunidade, e exige força, igualdade e familiaridade. Philia é motivado por razões práticas. Também pode significar "o amor da mente".

Storge(((polytonic | στοργή))storgē) é o afeto natural. Como o que sente por pais para filhos.

Xenia(ξενία xenía), hospitalidade, era uma prática extremamente importante na Grécia antiga. Era uma amizade quase ritualizada formada entre o dono da hospedagem e os seus clientes, que poderiam ser desconhecidos ou não. A importância deste pode ser visto em toda a mitologia grega, em particular Homero, Ilíada e Odisséia.


Roma Antiga (latim)

A língua latina tem vários verbos correspondentes à palavra "amor".

Amare é a base para a palavra, como ela ainda está em italiano hoje. Os romanos a utilizaram tanto num sentido afetuoso, bem como em um sentido romântico ou sexual. A partir deste verbo viria amans, um amante, amator, "amante profissional", muitas vezes como acessório a noção amante , amicae, 'namorada', muitas vezes também a ser aplicada eufemisticamente para uma prostituta. O substantivo correspondente é amor, que também é usado no plural para indicar "amores" ou "aventuras sexuais". Esta mesma raiz também produz amicus, 'amigo', e amicitia, 'amizade' (muitas vezes baseada no benefício mútuo, e correspondendo às vezes mais de perto a "dívida" ou "influência"). Cícero escreveu um tratado chamado Amizade (de Amicitia), que discute a noção com alguma profundidade. Ovid escreveu um guia para namoro chamado Ars Amatoria (The Art of Lovers), que aborda em profundidade tudo, desde assuntos extramaritais à proteção excessiva dos pais.


Diligere muitas vezes tem a noção "de ser afetuoso", "estima", e raramente ou nunca é usado como amor romântico. Esta palavra seria adequado para descrever a amizade de dois homens. O substantivo correspondente diligentia', no entanto, tem o sentido de "diligência" e tem pouca sobreposição semântica com o verbo.


Observare é um sinônimo para "diligere"; substantivo 'observantia'. Muitas vezes denota "estima" ou "afeto".


Caritas é usado em latim traduções da Bíblia cristã para significar "amor caritativo". Isto significa, no entanto, que não é encontrada na literatura clássica pagã romana. Como ela nasce de um uma outra palavra com uma palavra grega, não há verbo correspondente.



Visões Religiosas


Cristã

A compreensão cristã é que o amor vem de Deus. O amor do homem e da mulher, eros em grego, bem como o amor altruísta dos outros, ágape, são frequentemente contrastados como "ascendente" e "descendente" amor, respectivamente, mas são, em última instância, a mesma coisa.

Há várias palavras gregas para o Amor que são regularmente referidas nos círculos cristãos.

Ágape - No Novo Testamento, agapē é caridade, altruísta, altruístas, e incondicional. É amor paternal visto como criador da bondade no mundo, é visto como o tipo de amor que os cristãos têm de aspirar a um ou outro.

Phileo - Também usado no Novo Testamento, Phileo é conhecido como "amor fraterno".

Duas outras palavras de amor no idioma grego - Eros (amor sexual) e storge (amor criança-mãe) nunca foram utilizadas no Novo Testamento.


Cristãos acreditam que amar a Deus com todo o teu coração, mente e força e amar ao teu próximo como a ti mesmo, são as duas coisas mais importantes na vida (o maior Mandamento do judeu Torah, de acordo com Jesus - cf Evangelho de Marcos capítulo 12, versículos 28-34). Santo Agostinho resumiu isso quando ele escreveu "Ame a Deus, e faça como tu queres".


São Paulo glorifica o amor como a mais importante força de todos. Descrevendo amor no famoso poema de 1 Coríntios, ele escreveu, "O amor é paciente, o amor é tipo. Não inveja, não se mostra, não é orgulhoso. Não é rude, não é egoísta, não é facilmente irritável, não mantém registro de erros. O Amor não alardeia o mal, mas se regozija com a verdade. Ela sempre protege, sempre confia, sempre espera, e sempre persevera. " - 1 Cor. 13:4-7 (VNI)


São João escreveu "Queridos amigos, vamos amarmo-nos mutuamente pois o amor vem de Deus. Todo aquele que ama, foi nascido de Deus e conhece Deus. Quem não amou não conhece Deus, porque Deus é amor. "- 1 João 4:7-8 (VNI)



Santo Agostinho diz que é preciso ser capaz de decifrar a diferença entre amor e luxúria. Luxúria, de acordo com Santo Agostinho é uma longa indulgência, mas amar e ser amado é o que ele tem procurado por toda a sua vida. Ele mesmo diz, "Eu estava no amor com amor. Finalmente, ele faz cair no amor e é amado de volta, por Deus." Santo Agostinho diz que a única pessoa que pode te amar verdadeiramente e plenamente é Deus, porque o amor dos homens só permite a falhas, tais como, "ciúme, desconfiança, medo, raiva e discórdia." De acordo com Santo Agostinho, Deus é amor "para alcançar a paz, que é a sua."(do livro: As Confissões de Santo Agostinho)


João, o Apóstolo escreveu, "Porque Deus amou o mundo é que deu o seu Filho único e último, que quem nele crê não pereça, mas deve ter a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo Para condenar o mundo, mas para salvar o mundo através dele. "(VNI João 3:16-18)


Cristão teólogos vêem Deus como fonte de amor, que é espelhado no ser humano e os seus próprios relacionamentos amorosos.


C. S. Lewis, influente teólogo cristão escreveu um livro chamado The Four Loves.



Budista

No Budismo, Kāma é sensual, amor sexual. É um obstáculo no caminho para iluminação, uma vez que é egoísta.

Karuṇā é compaixão e misericórdia, o que reduz o sofrimento dos outros. É complementar à sabedoria, e é necessário para a iluminação.

Adveṣae maitrīsão, benevolente amor. É amor incondicional e requer considerável auto-aceitação. Isto é bastante diferente do amor ordinário, que normalmente é de cerca de penhora e sexual, o que raramente ocorre sem auto-interesse. Em vez disso, no que se refere ao Budismo, é desprendimento, e altruísta interesse no bem estar dos outros.


O Bodhisattva ideal no budismo mahayana envolve a completa renúncia de si mesmo, a fim de assumir o encargo de um sofrimento do mundo. O mais forte tem uma motivação, a fim de tomar o caminho do Bodhisattva é a ideia de salvação no seio altruísta, amor para todos os seres.


Hindu

No hinduísmo kāma é agradável, o amor sexual, personificado pelo deus Kama. Para muitas escolas hindus é artha.

Em contraste com kāma',prema ou prem refere-se ao elevado amor. Contudo, o termobhakti é usado para significar o maior, amor divino.


Karuna é compaixão e misericórdia, o que reduz o sofrimento dos outros.


Bhakti' é um termo sânscrito de hinduísmo significado 'amorosa devoção ao Deus supremo ". Uma pessoa que prática bhakti é chamado bhakta. Hindu escritores, teólogos, filósofos têm distinguido nove formas de devoção que eles chamam de bhakti, por exemplo, no Bhagavatha-Purana e, de acordo com Tulsidas. A obra filosófica Narada Bhakti Sutra escrita por um autor desconhecido (presume-se Narada) distingue onze formas de amor.


Islâmica

Num certo sentido, o amor não engloba a perspectiva islâmica da vida como fraternidade universal, que se aplica a todos os que defendem a fé. Não há referências diretas afirmando que Deus é amor, mas entre os 99 nomes de Deus (Deus), é o nome Al-Wadud, ou O Amabilíssimo, que se encontra na Surah 11 : 90, bem como Surah 85:14. Refere-se a Deus como sendo "cheio de bondade amorosa". No Islamismo, o amor é frequentemente utilizado como um incentivo para os pecadores poderem aspirar a ser tão dignos do amor de Deus quanto puderem. Uma vez que a pessoa tenha o amor de Deus, como a pessoa avalia o seu próprio valor é da conta de seu próprio Deus e sua. Todos os que defendem a fé tem o amor de Deus, mas a que grau ou com qual esforço ele tem agradado a Deus depende do próprio indivíduo.


Ishq, ou amor divino, tem destaque no Sufismo. Os Sufis acreditam que o amor é uma projeção da essência de Deus para o universo. Deus deseja reconhecer a beleza, e como alguém que se olha no espelho para ver a si mesmo, Deus "olha" para dentro de si mesmo pela própria dinâmica da natureza. Uma vez que tudo é um reflexo de Deus, o Sufismo pratica ver a beleza interior no que é aparentemente feio. Sufismo é muitas vezes referida como a religião do amor. Deus no Sufismo é referido em três principais conceitos que são: O amante, O amado e O adorado cujo último desses termos é frequentemente visto em poesia Sufi. Uma visão comum é a de que através do amor a humanidade pode voltar à sua inerente pureza e graça. Os santos Sufis são conhecidos pela "embriaguez", devido ao seu Amor por Deus, portanto, há constante referência ao vinho na poesia e música Sufi.


Judaica

Em hebraico Ahava é o termo mais comumente usado tanto para o amor interpessoal como para o amor de Deus. Há outros termos relacionados, como Chen(carência) e Hesed, que basicamente combina o significado de "carinho" e "compaixão", e às vezes é prestado como "Bondade amorosa".

O Judaísmo emprega uma ampla definição de amor, tanto entre os povos como entre o homem e a divindade. Quanto à primeira, o Torah afirma: "Amarás teu próximo como a si mesmo" (Levítico 19:18). No que diz respeito a este último, o ser humano é ordenado a amar Deus com todo o seu coração, com toda a tua alma e com todo o seu poder "(Deuteronômio 6:5), tomada pelo Mishnah (um texto central Do judeu oral lei), para referir-se ás boas ações, ou o desejo de sacrificar a própria vida ao invés de cometer certas transgressões graves, a sacrificar todos os seus bens e ser grato ao Senhor apesar da adversidade (tractate Berachoth 9:5). A literatura Rabina diverge quanto ao modo como esse amor pode ser desenvolvido, por exemplo, pela contemplação das boas ações divinas ou testemunhando as maravilhas da natureza.


Quanto ao amor conjugal entre parceiros, este é considerado como um ingrediente essencial para a vida: "Ver a vida com a mulher que amo" (Eclesiastes 9:9). O livro bíblico Cântico dos Cânticos é considerado uma parafraseada metáfora romântica do amor entre Deus e seu povo, mas em uma leitura mais simples encaixa-se como uma canção de amor.


O Rabino contemporâneo Eliyahu Eliezer Dessler é frequentemente citado por sua definição de amor no ponto-de vista judáico como "dar sem esperar nada em troca" (de seu Michtav me-Eliyahu, vol. 1). Amor romântico por si só tem poucos ecos na literatura judaica, embora o Rabino Medieval Judah Halevi tenha escrito uma poesia romântica em língua árabe, em seus anos de juventude - mas ele parece ter lamentado isso mais tarde.


Wikcionário


Referências

R. J. Sternberg. Uma teoria triangular do amor. 1986. Psichologic Review, 93, 119-135

R. J. Sternberg. Liking versus amorosa: Uma avaliação comparativa das teorias. 1987. Boletim psicológico, 102, 331-345

Dorothy Tennov. Love e Limerence: a experiência de estar amando. New York: Stein e Dia, 1979. ISBN 0812861345

Helen Fisher. Porque Nós Amamos: a Natureza e a Química do Amor Romântico

Henry Chadwick e Edzrin. "Saint Augustine Confessions". Oxford University Press, 1998.

Wood, Wood e Boyd. O Mundo da Psicologia. 5 ª edição. 2005. Pearson Education, 402-403


fonte: menos é mais
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Re: Amor, esse incompreendido

Post  wodouvhaox on Mon Feb 22, 2010 2:43 pm

Química do amor

Por Líria Alves
Graduada em Química

Você já ouviu esta frase: Rolou uma química entre nós! Será que existe mesmo uma explicação científica para o amor?

O sentimento não afeta só o nosso ego de forma figurada, mas está presente de forma mais concreta, produz reações visíveis em nosso corpo inteiro. Se não fosse assim como explicar as mãos suando, coração acelerado, respiração pesada, olhar perdido (tipo "peixe morto"), o ficar rubro quando se está perto do ser amado?

Afinal, o amor tem algo a ver com a Química? Na verdade O AMOR É QUÍMICA! Todos os sintomas relatados acima têm uma explicação científica: são causados por um fluxo de substâncias químicas fabricadas no corpo da pessoa apaixonada. Entre essas substâncias estão: adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, a serotonina e as endorfinas. Viu como são necessários vários hormônios para sentir aquela sensação maravilhosa quando se está amando?

A dopamina produz a sensação de felicidade, a adrenalina causa a aceleração do coração e a excitação. A noradrenalina é o hormônio responsável pelo desejo sexual entre um casal, nesse estágio é que se diz que existe uma verdadeira química, pois os corpos se misturam como elementos em uma reação química.

Mas acontece que essa sensação pode não durar muito tempo, neste ponto os casais têm a impressão que o amor esfriou. Com o passar do tempo o organismo vai se acostumando e adquirindo resistência, passa a necessitar de doses cada vez maiores de substâncias químicas para provocar as mesmas sensações do início. É aí que entra os hormônios ocitocina e vasopressina, são eles os responsáveis pela atração que evolui para uma relação calma, duradoura e segura, afinal, o amor é eterno!

fonte: Psicologia para Não-Psicólogos
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Re: Amor, esse incompreendido

Post  wodouvhaox on Thu Aug 19, 2010 11:28 am

Sobre o amor

mais uma vez, nada de novo…e por isso novamente.


Por: Thiago Bruno Santos

Herodes,

…Que desejas, Salomé?

Salomé,

A cabeça de Iokanaan

(Pág 63 WILDE, Oscar. Salomé, Ed. Imago)

“O melhor negócio é ainda o seguinte: não morrer, pois morrer é insuficiente, não me completa, eu que tanto preciso.” pág 86. LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Ed Rocco

Ao perder seu medo da chuva Raul cantava: “Porque quando jurei meu amor eu trai a mim mesmo, hoje eu sei…que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez”. É justamente cantando naquilo que o amor oferece como promessa (“em suas juras”) que se escuta o lamento da traição de si. A melodia da perda que canta em Raul implica a redescoberta de um impossível de se encontrar no amor. Atentemos à proposta do amor, temos que o esforço do amor é de 2 fazer 1, tentativa que não com menos frequência que outras nos leva ao fracasso. Quase num projeto fusional entre eu-outro, de uma relação imaginária especular mais nem por isso menos real. O amor propõe o impossível. Que eu me torne tão transparante ao outro, ao ponto de deixarmos de saber de um e do outro (e dos outros). No amor implica um deixar de saber, um querer-se no engano, doar a verdade de si de modo que se esforce por poupar o outro da mesma verdade que se tenta lhe dar. É no amor que cada um arrisca-se no quanto de verdade pode suportar! Mas como toda promessa, promete um futuro que se adia infinitamente…por tentar se adiantar ao que é próprio a sua falha. Falha por atrasar-se. Pois é próprio da promessa não doar garantias. A promessa no amor funciona tanto como juras de adiar ou retardar o impossível de conjugar, como condição para manter o sonho sonhando naqueles que amam (lembrando que continuar sonhando o sonho acordado é tomado por Jung como mais importante que sua interpretação). Porém, não se promete o impossível a menos que esse seja o único possível na promessa. Não, não é proibido prometer, mas assegurados e agradecidos estamos de que a promessa não será mantida, mesmo que se a renove a cada dia. Por isso que não…prometer não o impossível, mas arriscá-lo!

O apagamento da distância entre um e outro, não se deixa de notar ao dizer-se que “separação” é algo que acontece após o término de uma relação amorosa. Separação aparece como efeito de um corte, e amor enquanto tentativa de apagar toda e qualquer divisão. Separar assim, é dividir em dois novamente o que era um. Momento em que cada um se depara com sua falta. Já neste dizer se atualiza o impossível da relação sexual, posto que este não parece fazer parte do projeto no e do amor. Separados estamos todos desde já e para todo sempre, é por não haver fórmula, harmonia e nem complementaridade entre os sexos que podemos inventar, ou deixar tudo como encontramos. A questão que importa é: a que serve o impossível e como se servir dele?! Ninguém diz que se separa no sexo pois já se sabe separado, em seu gozo cada um é solitário. Porém, menos sorte tem quem confunde o gozo sexual com orgasmo. Se assim fosse, bastaria as mulheres comprarem vibradores, dizia Calligaris. Ele também coloca que, se metaforicamente o sexo despedaça o corpo, o amor o reconstitue. E que na fantasia sexual não pode colocar o respeito do outro como regra. No comum do dizer seria preciso substituir “Tamo junto misturado!” por “Tamo junto e separado!”. Atendi recentemente um adolescente com uma questão sobre as garotas que ele paquerava, ele dizia sentir dificuldades em conseguir “chegar” nelas. Dizia a elas que queria sexo, e elas sem mais lhe recusavam, não entendia o porquê e sequer estranhava sua abordagem. A crua franqueza de seu pedido as mulheres, lhe mostrava as modulações nos jogos eróticos entre os sexos. E uma vez convidado a ação exigida pela causa de seu desejo ele escolhe recuar, diz ser muito trabalhoso e difícil sair com as meninas e sentindo mais facilidade em sair com homens ele assim o faz. Sua procura pelo mais fácil (opção está pela lei do menor esforço), o menos trabalhoso não o deixa de incomodar, pois sente falta de sair com mulheres.

A exigência de infidelidade a seu desejo no projeto ideal do amor também não é sem consequências para os envolvidos. Atente-se aos ditos “crimes passionais”, onde na cena tem-se um que por se atrever a trair ao desejo de fidelidade do outro acaba sendo assassinado pelo parceiro. O crime se desloca do ato criminoso para a conduta “transgressiva” do falecido, já que seu crime é ser fiel a seu desejo e assim trair o desejo do parceiro. A lógica do ato de justiça é a reivindicação de vingança na justa medida por saber que há este outro que goza de algo do qual me privo por ele. Aquele que se priva de seu desejo indaga como o outro se atreve a ser fiel a seu desejo, e com isso ter a coragem de traí-lo. Pois assim se vê traído no amor pelo desejo! Parceiros de um ideal de amor, podem se tornar cúmplices do mesmo crime do assassinato do desejo do outro, no esforço de cumprir o dever de exigir do outro o que não se pode dar…É possível estar em parceria no amor, sem haver parceiros de um amor? Talvez não seja o caso de ser ou se render à vontade de um ou de outro, como um acordo entre ciúmes. Antes trata-se, de se for para se render, só se for a vontade. A importância do ciúme segundo Hillman é fazer com que se fique terrivelmente consciente do terceiro.

O que se escuta no jogo do amor nesses termos não passaria longe do que Cazuza já cantava: “O teu amor é uma mentira, que a minha vaidade quer”. Seria então, um pedido de engano que se trata no amor? Um faz um pedido ao outro: Se tu me amas de verdade, só te peço que saibas bem como bem me enganar! E o outro lhe responde: Sabes bem que serás enganado, aceitas este engano?! Na esteira do engano, nesta potência do falso com diz Deleuze, ele recolhe e dá testemunhos da positividade no amor. Comentando seu caso de amor com Guatarri na montagem de sua obra conjunta, ele afirma que um era o falsário do outro, seu amor consistia em um falsificar o outro. Era enquanto efeito e condição para esse amor acontecer, um falsificar o que o outro dizia. Deleuze quer dizer com isso, que cada um compreendia à sua maneira a noção proposta pelo outro.

O que se escuta é condicionado pelos ouvidos que se pode ter. Parece ser preciso forçar-se à escuta por um novo ouvido…Niezstche “comenta” em algum lugar de seus lugares, sobre a hipertrofia de uma orelha. Zaratustra se encontra com a tal orelha, ela tinha o tamanho de um homem e pendurado nela havia o corpinho de um homem todo esmilinguido. Temos aí uma orelha uniliteral e sua secreção pendurada como um resto que excede a seu conjunto!

É neste excesso de corpo que recolho uma escuta possível, pois é na busca que cada um faz em sua vida (individuação se prefirirem) que o que se encontra sempre parece estar em falta. Aquém do encontro só há o além do que se busca! Noção aparentemente negativa, mas que dá o tom de positividade ao desejo. Pois é no que excede ao que encontro que percebo minha falta, e não se ama alguém pelo que ele tem mas pelo que lhe falta. Se encontrássemos o objeto que nos totalizasse, morreríamos de tédio ou enlouqueceríamos. Bem,…como não se vê muitas reivindicações de quem já se completou por aí, fica difícil saber bem como é! Talvez não seja prudente reivindicar algo que ninguém realmente parece possuir.

O amor coloca-nos diante daquilo que o outro não sabe sobre si, a causa do desejo é efeito do retorno do amor que ele me causa. Assim sendo, o amor diz respeito a mais de um, mesmo que não se saiba o que de si produz atração no outro, mantendo a fórmula de que 1+1 nunca solucionam-se em 1. Zizek nos dá um bom exemplo da relação com o objeto causa do desejo no caso da melancolia. Contrapondo-se a idéia que aproxima a melancolia de uma incapacidade do sujeito de realizar o trabalho de luto sobre o objeto perdido, encontrando-se fixado nele; Zizek parte dando nova luz a tese de Freud, sobre o sujeito que não tem consciência do que perdeu no objeto, passa a dizer que o melancólico é aquele possui o objeto mas perdeu a causa de seu desejo por ele. O objeto não possui mais aquilo que lhe causa desejo, a causa que o fazia desejar perdeu sua eficácia apesar da posse do objeto, ou exatamente por possuí-lo. Sem a condição necessária para que se deseje o que parte do desejo, com o que se haveria cada um? Enfim, não é na posse do objeto que nos asseguramos de nosso desejo!

Spinoza se coloca na questão quando pode estar altura de responde-lá, afirmando que não é afastando a tristeza que se alcança a alegria (beatitude), mas por encontrar-se em alegria (beatitude). Sua pesquisa consiste em tentar compreender pela causa (pelos modos de afetar e ser afetado), e permite montar esboços de questões como: Não é no esforço de afastar o ódio que se ama, nem no esforço de se obrigar a amar, mas sim amando que nos vemos impossibilitados de não amar! Segue dizendo que não desejamos uma coisa por ela ser boa, bela e verdadeira, mas pelo fato de desejarmos, por nos esforçarmos, por tendermos para qualquer coisa que seja a tornamos boa, bela e verdadeira. A verdade então funciona como norma de si mesma e do falso, a tonalidade desejante dá o tom de vida aos objetos, por encontrar nos objetos com a causa de desejo. Por estar em posse do desejo que aumentamos a nossa potência de agir, esforço este que se esforça por perseverar (conatus).

O estado do ser em alegria foi batizado como mania e conhecida como loucura, posto que o dito “sujeito maníaco” aparentava e dizia tudo poder. Acompanho Foucault ao afirmar que era e ainda é no discurso que a loucura era identificada, reconhecida e separada. Este estado alegre (ou potente) em Spinoza pode ser uma tristeza quando na própria intensidade do estado alegre-eufórico-maniáco estamos constrangidos a não mais agir, quando não podemos ser afetados e/ou afetar. É aí que alegria coincide com diminuição de nossa potência para agir e tristeza como aquilo que aumenta nossa potência para agir. Apaixonado é o corpo que pensa ter a causa de sua ação num objeto exterior a si, movimento que distingue-se propriamente da ação que parte do que pode corpo sobre o mundo. Enquanto é possível se aproximar ou se afastar do objeto de desejo, o sujeito desejante sempre se encontra a mesma distância de sua causa de desejo. Novamente, não importa a proximidade do objeto de desejo, sua causa se encontra no mesmo lugar.

Não é no dever de afastar a tristeza a todo custo, ou na tentativa de se conservar alegre ou amando quando não se está, mas por estarmos em posse de nossa potência-corpo-desejo que nos ocupamos com o que podemos. Amor é a idéia de um objeto que me cause alegria implicando em aumento de potência para agir, e a mente é uma idéia do corpo…..a busca de Spinoza tangencia indagar o que pode o corpo, e agora podemos fazer ele nos perguntar como afetar o corpo de modo a produzir outras ideias e consequentemente outros modos de amar. Medo e esperança são primos de todas as datas que ainda estão por chegar, contemporâneos de todos os espaços e corpos possíveis. É numa alegria serena, na intensidade de uma calma que percebo a Ética de Spinoza. É na inadequação em adaptá-lo ao que tento propõr (se é que proponho alguma coisa!), que tento falsificá-lo fazendo-o dizer o que nunca falou, que: Não são flores e um bom capuccino que fazem do bom amor o melhor. Que fazem algo de bom do amor, ou que fazem do amor do bom um Bem. Mas, não pode-se fazer bem e do bom, um capuccino…sem amor.

Parece que é no amor, no impossível de dizê-lo e de harmonizá-lo que podemos nos sentir livres para (re)inventá-lo, ou deixá-lo quieto no seu lugar. O amor propõe o impossível, mas é por sua impossibilidade que se ama o amor! “Por fim amamos o próprio desejo, e não o desejado.” (NIEZSTCHE, Friedrich. Para além do bem e do mal: Prelúdio a uma filosofia do futuro. Pág 83).

Hillman se pergunta o que nos puxa para nossos problemas, o que os torna tão atraentes? E conclui dizendo que “Há um amor secreto escondido em cada problema…”

(HILLMAN, James. Entre-vistas. Pág 192.). Nessa perspectiva as patologias são formas de amar, modos de penetrar no amor e de que a própria patologia nos ama. Mais uma vez Hillman, coloca que a psicanálise tem limitado o amor ao que acontece entre duas pessoas e se percebe incapaz de ver através de outras formas de amar. O próprio Niezstche afirma que é no amor que as pessoas têm mais probabilidade de ver as coisas como elas não são. O que ama a psicanálise no amor? Sua impossibilidade a dois! Para a psicanálise, é na impossibilidade do encontro que mais podemos nos encontrar.

Niezstche tentava por fazer “justiça” sem vingar-se de seu objeto de amor, quando afirmava ser necessário criá-lo. Falava também que todo amor ama aquilo que um dia desprezou e tenta “ensinar” através deste amor. Entendo que fazer justiça ao amor é reinventá-lo de onde quer que se parta. Por ser um momento improdutivo tão inútil quanto um sonho bom, não por ser o verdadeiro, “O Verdadeiro Amor”. Mas é por errar em seu trânsito, endereçar-se no erro que se arrisca tanto no amor…pois só no endereço errado é que se ama! Como já havia dito no amor não se promete nada, mas através dele se arrisca o impossível.

Enfim, de tudo isso podemos dizer que sobra um resto, um ponto desde já em fuga no que se encontra, que excede por “subtração” naquilo que se procura. Ou seja, há algo de fugidio no encontro, que aparenta sempre adiar-se para uma próxima vez…Pois, o que sei saber de minha busca no que acabo de encontrar quando encontro justamente o que não deixo de buscar!?

Por fim, é neste algo que sobra do que resta que mais me diz respeito. Há no que excede do que se encontra a possibilidade de se encontrar naquilo que se busca…trata-se de saber servir-se do encontro. Afinal, o que sei de minha busca senão pelo que deixo de encontrar!

Bibliografia:

LISPECTOR, Clarice. 2008. A hora da estrela. Ed Rocco.

NIEZSTCHE, Friedrich. 1998. Para além do bem e do mal: Prelúdio a uma filosofia do futuro. 2º edição. Ed. Companhia das letras.

WILDE, Oscar. 1993. Salomé, Ed. Imago.

HILLMAN, James. 1989. Entre-vistas. Summus editorial.

fonte: Diálogos Junguianos
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